EDUARD ARBÓS (Barcelona, 1959)
Vive e trabalha entre Lisboa e Barcelona.
Artista visual cujo trabalho se tem centrado na criação artística, sem esquecer a sua faceta de designer gráfico, atividade que desenvolveu trabalhando em estúdios de design e publicidade até 1990. Com uma longa fase inicial baseada numa reflexão sobre o espaço — relação entre espaço mental e espaço experiencial — e com a geometria e a pintura como linguagens essenciais, o seu trabalho dá uma reviravolta brusca em 2015, após sofrer um grave problema ocular, centrando-se, a partir de então, na realização de uma série de projetos orientados para analisar, questionar e interrogar a imagem e a sua construção, bem como a linguagem e os seus códigos, através de uma obra onde texto e imagem, figuração e abstração se fundem, formando uma nova abordagem tanto a nível formal como conceptual. Diversas linguagens dão forma a uma obra que utiliza indistintamente a ação performativa, o desenho, a pintura, a escultura, a fotografia ou as publicações. Desde 1990, tem realizado múltiplas exposições individuais, participando regularmente em feiras de arte internacionais como Arco, Art Chicago, Maco México, Artissima Turin, Art Lisboa, etc.
FERNANDO PRATS (Santiago do Chile, 1967)
Formou-se na Escola Massana, em Barcelona, na Universidade do Chile e, posteriormente, na Universidade de Barcelona. A sua obra tornou-se conhecida pelas ações ou expedições realizadas, na sua maioria, no Chile, entre as quais Gran Sur (2011), Acción Lota, Acción Géiser del Tatio, Acción Salar de Atacama, Acción Mina a Rajo Abierto (todas de 2006) e Congelación, sobre o glaciar Collins na Antártida chilena (2002). No estrangeiro, destacam-se We were dead, and we could breathe (Paul Celan), Auschwitz Birkenau (2012) e Acción Líneas de Nazca, Nazca, Peru (2013). Performance, Nature. Paintings, Asia Society Hong Kong Center, Hong Kong.
O seu percurso artístico foi reconhecido com diversas bolsas e distinções, entre as quais a bolsa da John Simon Guggenheim Foundation (2006–2007); artista residente na Kunst-Station Sankt Peter Köln, Colónia (2003); Bolsa de Honra Presidente da República, do Governo do Chile (1997–2000); Prémio Especial Pilar Juncosa e Sotheby’s (1994); VII Prémio de Pintura Miquel Casablanca (1992). Foi distinguido com o Primeiro Prémio Ciudad de Palma Antonio Gelabert d’Arts Visuals (2010).
Participou em múltiplas exposições internacionais. Representou o Chile na 54.ª Bienal de Veneza (2011); participou na Mediations Biennale (2012), na Polónia; na Trienal do Chile (2009) e na Exposição Universal da Água, Saragoça (2008).
Conta ainda com obras significativas no espaço público, como Pou de Llum, instalada na Balconada de Manresa (2008). Acción Medular, em homenagem ao General Carlos Prats González (2017), foi instalada como obra permanente no Museu da Memória e dos Direitos Humanos do Chile; Su vertical nos retiene, obra monumental edificada no Parque Metropolitano Los Cerrillos (2019).
Atualmente, a Câmara Municipal de Barcelona encarregou o artista da realização de um projeto monumental na Praça Pablo Neruda da cidade, em homenagem ao trabalho de acolhimento de exilados republicanos liderado pelo poeta. Foi selecionado como artista internacional de carreira para expor no Espacio de Arte y Memoria Fragmentos, do Museu Nacional de Bogotá, Colômbia, em 2022.
Em setembro de 2024, inaugurou na Casa Central da Universidade do Chile, no Pátio Andrés Bello, a instalação Tu nombre aumenta la eternidad, em comemoração dos 50 anos do assassinato de Carlos Prats González e Sofía Cuthbert (1974–2024).